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Como força mental virou aliada do Brasil na Copa em virada que não acontecia desde o penta

HOUSTON – A última virada do Brasil em um jogo de mata-mata de Copa do Mundo havia sido em 2002, ano do pentacampeonato. Nas quartas de final, a Inglaterra saiu na frente, mas Ronaldinho Gaúcho e Rivaldo marcaram na vitória por 2 a 1 no torneio disputado na Ásia.

Após 14 partidas, a seleção voltou a vencer um confronto eliminatório depois de sair atrás no placar. Nesta segunda-feira, 29, em Houston, derrotou o Japão por 2 a 1 e se classificou para as oitavas de final da Copa do Mundo. No próximo domingo, 5, enfrentará o vencedor de Noruega e Costa do Marfim.

Seleção brasileira ganhou do Japão com gol no acréscimo. Foto: Werther Santana/Estadão

Para os jogadores, a virada é uma demonstração da resiliência do grupo. “É um grupo que passou por um ciclo complicado, mas está muito unido. Foi um jogo em que, mesmo perdendo, sentíamos em campo que poderíamos vencer. Ficamos em cima do Japão o tempo todo, enquanto eles estavam muito bem fechados. Foi diferente de outras partidas”, disse o volante Casemiro.

Ele não esteve em campo na Copa da Rússia, em 2018, quando o Brasil saiu perdendo por 2 a 0 para a Bélgica e não conseguiu reagir. A seleção descontou com um gol, criou várias oportunidades, mas acabou eliminada nas quartas de final. Suspenso, Casemiro acompanhou a derrota da arquibancada.

Quem atuou naquela noite foi Alisson. O goleiro também destacou que reverter o placar contra um Japão forte defensivamente mostra que a seleção está mentalmente preparada nesta Copa.

“Conversamos muito no intervalo, entendemos o que precisava melhorar e fizemos os ajustes. Acho que no segundo tempo entramos melhores e tivemos a percepção de que poderíamos ganhar a partida antes da prorrogação ou dos pênaltis”, afirmou Alisson.

Na Copa de 2026, o Brasil conta com uma psicóloga na delegação, Marisa Santiago, algo que não ocorreu nas edições de 2018 e 2022. Ela integra a comissão técnica desde 2024, ainda na gestão de Dorival Júnior, e ganhou espaço com Carlo Ancelotti, que considera esse trabalho importante no futebol.

Na concentração, Marisa recebe os jogadores que a procuram para conversas individuais no dia a dia. Sua contratação foi uma decisão do diretor de seleções, Rodrigo Caetano, que trabalhou com a psicóloga no Atlético-MG.

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