Na vida e na política, tudo é por enquanto. Então, no momento, a governadora Raquel Teixeira Lyra, que disputa a reeleição em Pernambuco, fecha sua chapa antes do sol se por hoje. Se será oficializado agora ou os estrategistas da governadora manterão o segredo de polichinelo até as convenções, não se sabe.
O mais provável
É que o caminho seja ainda não oficializar, para não dar margem para o recuo do apoio dos preteridos, o senador Fernando Dueire e o ex-prefeito Miguel Coelho. Porém, hoje, deve ficar 99% cravado que os dois senadores deverão ser os deputados Túlio Gadelha, na cota do PSD, e Eduardo (Dudu) da Fonte, representando a federação União Progressista.
Os sinais
A entrevista de Túlio Gadelha ao poadcast do Blog Dantas Barreto, na última quinta-feira, 09/07, reafirmando com mais ênfase outras declarações à imprensa, foi reveladora. Em síntese, ele afirmou que foi convidado por Gilberto Kassab para entrar no PSD com a garantia de ser candidato ao Senado. Por outro lado, Dudu da Fonte tem o aval e a chancela nacional da Federação União Progressista, que une União Brasil e PP. Essa conversa de que quem decide é Raquel é pra boi dormir. Quem decide é a federação, no estilo pegar ou largar.

O perde e perde dos preteridos
Salvo alguma reviravolta inesperada, Dueire e Miguel vão amargar a rejeição. O senador Dueire, registre-se, substituindo Jarbas Vasconcelos, teve uma atuação irretocável. Dueire deixa de ganhar o reconhecimento que fez por onde merecer, mas perde pouco. Já de Miguel Coelho não se pode dizer o mesmo. Trocou uma viável candidatura a vice de João Campos por nada. Pior. Ele foi apoiador de primeira hora de Raquel, no segundo turno de 2022. Foi essencial para a vitória. Arrisca-se agora a abrir espaço para a governadora que ja é forte no Agreste nos seus próprios redutos sertanejos. Miguel, melhor que ninguém, sabe que a governadora não valoriza apoios depois do pleito. Caso ganhe, Miguel será novamente deixado à própria sorte. Já os espaços que Miguel ceder para ela, estarão ameaçados ou mesmo perdidos por muito tempo.
(Análise O Poder)
