InícioeconomiaCampanha de Lula desautoriza Gabrielli como porta-voz da economia | Blogs | CNN Brasil

Campanha de Lula desautoriza Gabrielli como porta-voz da economia | Blogs | CNN Brasil

Integrantes da coordenação da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmaram à CNN Brasil que o ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli não atua como porta-voz da área econômica da equipe.

Segundo uma fonte próxima a Lula, o próprio presidente deixou isso claro a Gabrielli após o ex-dirigente ter dado declarações ao mercado financeiro sobre como deve ser a condução econômica em um eventual quarto mandato do petista.

A CNN Brasil procurou a Secom (Secretaria de Comunicação) da Presidência da República para comentar a informação, mas não recebeu resposta até a publicação deste texto.

Na sexta-feira, o ex-presidente da Petrobras defendeu ideias como a elevação do salário mínimo e minimizou o aumento da dívida pública brasileira, que já passa de 80% da relação dívida/PIB.

Gabrielli também se colocou a favor do fortalecimento dos bancos públicos e do uso de instrumentos estatais para reduzir a volatilidade do câmbio, como a participação da Petrobras na formação do preço dos combustíveis.

As falas geraram reação negativa entre os investidores da Faria Lima, movimento que o entorno de Lula tenta neutralizar nos últimos dias, a fim de evitar ruídos com um setor que sempre teve rejeição ao petismo. A leitura da campanha é de que é preciso evitar dar motivos para a Faria Lima atacar.

Na equipe, o mantra é de que ninguém concordou com as falas de Gabrielli. Nesse sentido, o principal ponto tratado é que Gabrielli não é porta-voz desta área na campanha, apenas um sistematizador burocrático de ideias e propostas colhidas com agentes públicos e privados.

Além disso, também tem sido dito que ainda não há uma proposta econômica para um eventual Lula 4, mas é certo que o PT não quer abrir mão da ideia de responsabilidade fiscal.

Também tem sido dito que o presidente quer seguir o rito da campanha de ter seu nome referendado pela convenção, que ocorre no dia 4 de agosto, e depois apresentar o programa de governo com a cautela de ouvir a todos, inclusive aliados mais ao centro que integram a coalizão, caso do PSB.

Além disso, hoje, o principal formulador econômico mais próximo de Lula é o ministro da Fazenda, Dario Durigan, que tem posição oposta ao que Gabrielli defendeu no encontro de sexta-feira. Durigan é considerado uma ponte entre o Palácio do Planalto e a campanha na articulação da agenda econômica.

A CNN procurou Gabrielli e aguarda uma posição.

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