A cada jornada, a melhor Copa do Mundo é cada vez mais a melhor do planeta onde Messi é o melhor. O primeiro gol argentino em Miami é daqueles lances em que precisamos mudar a nomenclatura: Lionel, como Zidane, não “mata” a bola. Ele a reviva. Reanima. Ressuscita.
Um a zero no primeiro tempo ajustado. Um a um na volta quando os co-hermanos foram blasés, e Cabo Verde foi esse time admirável que foi buscar o empate com ousadia e o sustentou até o final.
No início da prorrogação, gol argentino de bola parada. Até o golaço de empate africano. Só não fez ainda mais história que Messi, 30 participações em gol em 30 jogos de Copas, bateu o escanteio que originou o gol da vitória da Argentina.

Sidny Lopes Cabral lamenta derrota de Cabo Verde enquanto Messi celebra a vitória argentina. Foto: Darrian Traynor / Getty Images via AFP
A romaria de Cabo Verde não acabou. Nem ao fim chegou. É apenas um pontapé inicial para eles e para todos na terra que já teve mais liberdade e respeito quando gente como eles chegaram para fincar pé e raiz, bandeira e a flâmula que o treinador africano dá para cada um dos técnicos rivais.
Se um pode ter empatia e simpatia, por que não o resto do mundo?
Cabo Verde não é só o pedaço de terra da África mais perto da América. É um pedaço de cada um que torce por quem pode.
