Brasil estreia na Copa do Mundo com última dança da geração de Neymar

0
386

A seleção brasileira estreia na Copa do Mundo 2026 neste sábado, contra Marrocos, no que pode ser a chance final de título para uma geração que revelou um craque e ótimos jogadores.

Aos 34 anos, Neymar já avisou que esta será sua “last dance” em Copas. Ainda não se sabe quando ele poderá jogar nos Estados Unidos nem quantos minutos terá em campo, já que se recupera de uma lesão na panturrilha.

PKBRA 31/05/2026 – AMISTOSO / BRASIL X PANAMA – A Seleção Brasileira enfrenta o Panamá em amistoso no estádio do Maracanã. Neymar. Foto Pedro Kirilos/Estadão Foto: Pedro Kirilos/Pedro Kirilos

Da estreia sempre esteve fora e agora já se coloca em dúvida até se poderá ser opção contra o Haiti, na próxima sexta-feira, pela segunda rodada.

Alguns meses atrás, o técnico Carlo Ancelotti disse a amigos italianos que não queria ser o responsável por tirar de Neymar, um craque geracional, a chance de disputar sua última Copa. O jogador precisava ter uma sequência de partidas, algo que conseguiu no Santos. A lesão sofrida na véspera da convocação não foi suficiente para tirá-lo da lista final, mas ainda há dúvidas sobre sua real condição física.

Mas não é apenas o atacante que encara o momento como sua dança final. Alisson, Danilo, Alex Sandro, Marquinhos e Casemiro são atletas com outros Mundiais no currículo e que devem se despedir da competição em 2026.

“Não penso se vou ter outra Copa, penso nesta. Quero entrar para o grupo dos campeões, marcar meu nome junto com o dos outros 25”, disse Alisson, que, aos 33 anos, ainda pode sonhar com mais uma participação.

Assim como Alisson, Danilo disputa sua terceira edição aos 34 anos. Não é impossível que o torneio nos Estados Unidos seja um dos últimos de sua carreira, já que no Flamengo a possibilidade de aposentadoria ao fim de 2026 já foi comentada. Ele foi o primeiro nome confirmado por Ancelotti na lista final de convocados, ainda em março, por ser considerado pelo treinador uma peça fundamental para equilibrar o ambiente na concentração, exercendo liderança.

Se o Brasil não vencer em 2026, chegará a 2030 com 28 anos sem o título mundial, atingindo o maior jejum desde a primeira conquista, em 1958. Depois de Pelé e companhia, que ganhou três títulos entre 1958 e 1970, e de outra geração vitoriosa, liderada por Romário e Ronaldo, responsável por duas taças entre 1994 e 2002, esperava-se que o talento de Neymar, somado a outros grandes jogadores, levasse a seleção novamente ao topo.

Carlo Ancelotti renovou seu contrato até 2030 também porque vê, como já afirmou publicamente, um grupo talentoso para o próximo ciclo. Endrick e Estêvão podem se juntar aos já consolidados Vinícius Júnior e Raphinha, além de outros talentos que eventualmente surgirem no período. Há, porém, a esperança de que o triunfo ainda chegue em 2026.

Veja a matéria completa Aqui!

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui