Um momento de forte tensão política repercutiu nos bastidores do governo de Pernambuco durante um evento oficial no Palácio do Campo das Princesas. Enquanto participava da entrega de novos veículos destinados à assistência social dos municípios, a governadora Raquel Lyra foi surpreendida por um questionamento direto que gerou um visível clima de constrangimento na equipe governamental.
A situação ocorreu no momento reservado para o atendimento à imprensa. Um dos repórteres presentes questionou a chefe do Executivo estadual sobre os motivos que a levaram a utilizar um avião UTI do governo do estado para o cumprimento de agendas que envolviam compromissos políticos e administrativos. A pergunta faz referência a cobranças recentes sobre o uso de aeronaves oficiais adquiridas ou mantidas com foco no atendimento aeromédico de pacientes.
Diante do microfone, a reação da governadora chamou a atenção de quem acompanhava a transmissão. Raquel Lyra permaneceu completamente em silêncio e paralisada por alguns instantes, sem esboçar resposta ou reação imediata à pergunta formulada pelo jornalista.
O impasse e o silêncio no Palácio só foram rompidos quando uma jornalista que atua na assessoria do governo percebeu o desconforto e a gravidade da saia justa. De forma ágil, a assessora interveio diretamente, mudando o foco do questionamento e desvirtuando a pergunta original com outro assunto, o que permitiu que a governadora saísse do foco daquela cobrança específica. Após responder a salvadora, ela tentou explicar o uso doa avião, porém não explicou claramente o uso e a modifição da aeronave para este fim se houve ou há desvio de conduta. Disse que estão criando uma cortina de fumaça para esconder sua boa gestão. O Palácio do Campo das Princesas não emitiu esclarecimentos sobre o episódio, (certamente porque não se chama atenção para o erro) ou sobre os critérios de uso da frota aérea do estado. A folha de São Paulo fez a primeira matéria sobre o caso e o batizou de AOROQUEL.

