A governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição, virou alvo de uma acusação direta do adversário João Campos (PSB) durante o primeiro debate entre os candidatos ao governo de Pernambuco, realizado na manhã desta sexta-feira (11): a de que ela seria “fura-teto”.
Segundo Campos, Lyra receberia cerca de R$ 1 milhão de forma inconstitucional no período, valor equivalente a três vezes o salário de governador — e teria declarado apenas R$ 1 em conta corrente. A fala do ex-prefeito do Recife repercutiu ainda no mesmo dia.
A assessoria da governadora reagiu horas depois, com uma nota classificando a acusação como falsa. “A tentativa de apresentar uma única remuneração como acúmulo é falsa e busca confundir o eleitor”, diz o texto. A defesa de Lyra argumenta que ela optou por não receber o subsídio de governadora, mantendo apenas a remuneração do cargo de procuradora do Estado — obtido por concurso público —, sem acumular os dois salários.
A troca de farpas chega em um momento sensível da corrida eleitoral: pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (10) mostrou João Campos avançando e tecnicamente empatado com Raquel Lyra na disputa pelo governo do estado, tornando o debate ainda mais decisivo para os dois lados.
Até a publicação desta matéria, a campanha de Lyra não havia detalhado publicamente os valores exatos recebidos como procuradora, nem apresentado documentação que comprove integralmente a versão divulgada em nota.


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