“Será que chega até o dia 15 de agosto? É o candidato mais vazio que já apareceu nos últimos tempos, é inconcebível tanta burrice em um político pré-candidato à presidência da república, só tem malandragem”. Disse um dos membros do partido.
O PL, legenda que abriga a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (RJ) à Presidência da República, de acordo com o calendário da Justiça Eleitoral, têm até o dia 15 de agosto para registrar seus candidatos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segmentos da agremiação partidária, no entanto, apontam o período com uma oportunidade para alterar o nome escolhido e apresentar outro candidato ao Planalto.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tentou se defender das acusações, mas se atrapalhou
A questão cresce diante das dificuldades enfrentadas pelo primogênito do ex-mandatário neofascista Jair Bolsonaro (PL), também chamado de filho ’01’, diante uma série de escândalos ligados ao caso do Banco Master.
A decisão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro de não participar da convenção nacional do PL é outro argumento do grupo que prefere ver ’01’ fora da disputa, uma vez que a reconciliação entre ela e o enteado está longe de acontecer.
Embora aliados afirmem que Michelle permanecerá em Brasília para cuidar do marido, em prisão domiciliar e com problemas de saúde, sua ausência priva o evento da principal liderança popular do bolsonarismo ao lado do ex-presidente.
Michelle continua sendo considerada uma das figuras mais fortes do campo conservador, especialmente entre o eleitorado feminino e evangélico, e é aguardada apenas na convenção do PL do Distrito Federal, em 5 de agosto, quando poderá anunciar candidatura ao Senado.
Nos bastidores, dirigentes do PL reconhecem que a candidatura de Flávio enfrenta obstáculos políticos importantes. Além das dificuldades para ampliar seu eleitorado para além da base bolsonarista mais fiel, o senador enfrenta desgastes de toda sorte.

