Yamine Lamal fez seu primeiro gol na Copa, contra a Arábia Saudita, e comemorou como sempre: as duas mãos entrelaçadas; a direita formando o número três e o zero e a direita, o quatro.
Três, zero, quatro é o código postal de Rocafonda, bairro onde nasceu, a 30 quilômetros de Barcelona. É um lugar onde vivem muitos imigrantes, como seu pai, marroquino, e sua mãe, da Guiné. A direita xenófoba, representada pelo partido VOX, se refere aos moradores como escória e lixo étnico. O pai de Yamal chegou a lutar fisicamente com representantes do partida
O garoto de 18 anos tem outras atitudes que confrontam a direita. No desfile do Barcelona, comemorando o título do campeonato espanhol, ele fez tremular, por todo o percurso, uma bandeira da Palestina. Em suas chuteiras, há referência aos países de seus pais.
Ele é muçulmano e comemorou o seu gol, beijando o chão, deitado, em direção à Meca.
Por tudo o que ele joga, a direita vai ficar nervosa por muito tempo, mais três Copas, pelo menos
