Em forte reação à veiculação de uma reportagem investigativa da Record TV, o prefeito do Recife e candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), publicou um pronunciamento em vídeo para repudiar a suposta operação de uma rede de desinformação montada contra sua candidatura.Visivelmente indignado, o gestor afirmou que a matéria jornalística trouxe à tona provas de práticas que ele já vinha apontando há meses nos bastidores da disputa política estadual.
“Ataques à minha família e esposa”
Durante a sua declaração, João Campos enfatizou a gravidade das ações orquestradas no ambiente virtual, que teriam extrapolado os limites do debate político convencional.“Há mais de um ano eu venho denunciando a existência de um gabinete do ódio que tem atacado a mim, meus aliados, minha família e minha mulher de forma covarde, caluniosa, mentirosa e difamatória. Isso é muito grave”, desabafou o candidato, ao destacar o impacto pessoal e institucional do disparo em massa de conteúdos falsos.
Decisões tomadas dentro do Palácio
O ponto de maior contundência na fala do socialista diz respeito ao envolvimento de agentes e estruturas públicas estaduais nas operações de ataques digitais, conforme revelado pelas gravações exibidas nacionalmente pela Record TV.“A reportagem da imprensa nacional revela e comprova a existência desse gabinete do ódio. E o que é mais grave é que um próprio servidor relata que as decisões são tomadas dentro do Palácio do Governo. Isso é criminoso, isso é absurdo. Não vale tudo na política ou numa eleição”, cravou o prefeito.
A acusação de milícia digital
Subindo o tom contra a gestão estadual, João Campos argumentou que a liderança de um Estado não é compatível com o uso de táticas opacas de guerrilha na internet.“Quem senta na cadeira para governar Pernambuco não pode estar coordenando uma milícia digital, criando uma rede de ódio. Isso é abuso de poder e precisa ser investigado até o fim”, pontuou.Ele reitera que os desdobramentos trazidos pela emissora expõem um modus operandi inadmissível para o processo democrático.
Ações judiciais e Polícia Federal
Diante do conjunto de dados exibidos na televisão, a equipe jurídica da campanha de João Campos acionou formalmente a Justiça Eleitoral e pediu o acompanhamento rigoroso dos fatos por parte da Polícia Federal. O objetivo das ações é garantir a preservação de dados e registros digitais, além de apurar a cadeia de comando responsável pela destinação de verbas de publicidade para veículos e perfis envolvidos no disparo de desinformação.
“Não vão nos intimidar”
Apesar da gravidade das acusações, João Campos concluiu seu pronunciamento assegurando que não mudará o rumo de sua campanha pelas ruas do estado.Afirmando que “ninguém vai tirar o sorriso do meu rosto”, o candidato prometeu manter o foco na apresentação de propostas para Pernambuco e prometeu que sua resposta ao extremismo será dada de forma altiva, com trabalho e diálogo direto com o eleitorado.




