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Empresas ainda esbarram em desafios para implementar Reforma Tributária

Às vésperas de mais uma etapa da implementação da Reforma Tributária, a maior parte das empresas brasileiras ainda está adaptando processos, sistemas e equipes para atender às novas exigências.

Pesquisa realizada pela Resenha Company com cerca de 80 empresários mostra que apenas 42,5% consideram estar preparados ou em estágio avançado de preparação, enquanto 57,5% ainda estão em fase de adaptação ou sequer iniciaram esse processo.

A partir de 3 de agosto, entra em vigor uma nova fase da reforma, na qual empresas deverão adaptar seus sistemas de emissão de notas fiscais e ERPs.

Segundo a Resenha Company, os empresários já incorporaram a reforma tributária à agenda estratégica dos negócios. Ainda assim, existe muito receio em relação a como implementar as novas regras e falta de previsibilidade sobre os impactos nos negócios – incertezas que se somam ao ambiente macroeconômico desafiador.

O levantamento sugere que o foco das empresas deixou de ser apenas o cumprimento das novas regras e passou a incluir decisões sobre tecnologia, processos, contratos, gestão financeira e competitividade, justamente no momento em que a implementação da reforma começa a produzir efeitos concretos na rotina operacional das companhias.

Segundo a pesquisa, 47,5% das empresas afirmam estar parcialmente preparadas, ainda em fase de diagnóstico ou implementação das mudanças, enquanto 10% admitem que ainda não iniciaram uma preparação efetiva ou aguardam maior definição das regras.

O principal desafio citado pelos entrevistados é acompanhar a regulamentação e interpretar os impactos das novas normas, ponto levantado por 30% dos empresários.

Na sequência, aparecem a adaptação de processos, sistemas e ERPs (25%), a preparação das equipes e integração entre diferentes áreas da empresa (20%), a necessidade de realizar a transição sem comprometer a operação (15%) e a dificuldade de projetar cenários financeiros diante das incertezas (10%).

Na prática, a pesquisa indica que a reforma deixou de ser encarada apenas como uma mudança na legislação tributária e passou a exigir uma revisão da forma como as empresas operam.

Os impactos esperados também reforçam essa percepção.

Para 30% dos empresários, o principal efeito será a necessidade de rever custos, margens e políticas de precificação. Outros 22,5% apontam mudanças no planejamento financeiro e na gestão do fluxo de caixa, enquanto 20% esperam revisar processos fiscais, controles internos e práticas de governança.

Além disso, 15% acreditam que será necessário renegociar contratos e rever a política comercial com clientes e fornecedores. Apenas 12,5% enxergam como principal consequência ganhos de eficiência, maior previsibilidade e redução de riscos no médio e longo prazo.

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