Brasil vai ao mata-mata com um ‘7 a 1 do bem’ após melhor jogo na Copa
Seleção exala confiança pela primeira vez no Mundial em vitória sobre a Escócia. Crédito: Mauro Betting
MORRISTOWN – Dentre os jogadores que chegaram à Copa do Mundo com status de intocáveis, Bruno Guimarães era um deles. O frenesi em torno de Danilo Santos, apesar dos elogios feitos por Davide Ancelotti, filho de Carlo e seu treinador no Botafogo, existia mais do lado de fora do ambiente da seleção brasileira.

Bruno Guimarães em ação no duelo entre Brasil e Escócia em Miami Gardens. Foto: Werther Santana/Estadão
Assim como Marquinhos, Casemiro e Vini Jr., Bruno é considerado uma das peças da espinha dorsal do esquema tático de Carlo Ancelotti. Os três primeiros jogos da Copa do Mundo reforçaram essa condição.
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O camisa 8 soma três assistências no torneio. Deu o passe para o gol de empate de Vini Jr. na estreia contra o Marrocos e participou diretamente da vitória por 3 a 0 sobre a Escócia ao servir Vini, em um gol de cabeça, e Matheus Cunha. No lance do centroavante, Bruno invadiu a área antes de tocar para o companheiro, exatamente um movimento que a comissão técnica cobra com frequência do meio-campista do Newcastle.
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Jogador brasileiro chegou a quatro gols no mundial, um a menos que Messi. Crédito: edição: Larissa Kinoshita
Aos 28 anos, Bruno disputa sua segunda Copa do Mundo. Em 2022, no Catar, era reserva na equipe de Tite. Pela seleção brasileira, desde 2020, acumula 46 partidas e três gols. O que mais chama a atenção, porém, é sua capacidade de servir os companheiros: já são 11 assistências, incluindo as três nesta Copa.
Bruno é tímido, o que explica, talvez, a badaladação menor em torno de seu nome após as boas atuações. Reflexo, talvez, do fato de até pouco tempo atrás ser desconhecido do grande público. O carioca não jogou em time de grandes centros antes de ir para a Europa. Foi vendido pelo Athletico-PR ao Lyon e, depois, chegou à Premier League. Jogar na principal liga nacional de clubes moldou seu DNA dentro de campo, como costuma dizer.
“Estar na seleção é algo que qualquer jogador deseja. Me sinto privilegiado e acho que estou em um grupo forte e muito unido”, disse Bruno Guimarães em entrevista coletiva concedida há alguns dias, no hotel em que a seleção montou sua base em Nova Jersey.
Na mesma entrevista, o volante afirmou que um meio de campo mais povoado, com a entrada de Lucas Paquetá, fortaleceu a equipe. Internamente, a mudança do 4-2-4 para o 4-3-3 foi debatida entre a liderança do elenco, da qual Bruno faz parte, e Carlo Ancelotti com sua comissão técnica.
A consolidação de Matheus Cunha como centroavante também faz parte dessa ideia de fortalecer o setor. O atacante contribui mais na recomposição defensiva do que Igor Thiago e Endrick, que também podem atuar na posição.
“Vamos nos adaptando ao que a Copa do Mundo pede”, afirmou Ancelotti antes da partida contra o Haiti.
Se Vini Jr. é o principal destaque técnico do Brasil nesta Copa e Neymar é o jogador cuja presença a torcida mais aguardava, Bruno Guimarães se consolida como a peça silenciosa que faz o time funcionar.
