O desemprego no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre, segundo a pesquisa do IBGE divulgada nesta sexta-feira (30). É a menor taxa para o período desde o início da série, em 2012. No trimestre anterior, o índice era de 5,4%, e um ano atrás estava em 5,6%. O número de desocupados caiu para 5,6 milhões de pessoas.
Os recordes não param aí. O país chegou a 103,6 milhões de pessoas ocupadas, o maior número já registrado, com 581 mil vagas a mais no trimestre e 1,2 milhão em um ano. O nível de ocupação subiu para 59% da população em idade de trabalhar, também o maior da série histórica. Em doze meses, 417 mil pessoas deixaram a fila do desemprego.
A renda acompanhou o movimento. A massa de rendimento, que é a soma de tudo que os trabalhadores recebem, bateu em R$ 387,5 bilhões, o maior valor já medido, com alta de 1,5% no trimestre e de 4,7% em um ano. O rendimento médio ficou em R$ 3.790, estável no trimestre e 3,6% maior que no ano passado, o equivalente a R$ 131 a mais no bolso.
O ponto que ainda incomoda é a informalidade. São 38,8 milhões de pessoas sem carteira assinada ou sem CNPJ, o que corresponde a 37,5% de todos os ocupados. O percentual ficou praticamente parado em relação ao trimestre anterior e caiu pouco em um ano. É o lembrete de que gerar emprego é só metade do caminho; a outra metade é gerar emprego com direitos.
Os números chegam um dia depois de a Bolsa fechar em queda pela quarta vez seguida, com o mercado reclamando de gasto social e falando em risco fiscal. Na economia real, a conta deu outro resultado: mais gente trabalhando, mais dinheiro circulando e menos famílias dependendo de um único salário para sobreviver.
Na leitura do FocoBR, os dados explicam a eleição de domingo melhor do que qualquer análise de palanque. Emprego em alta, renda crescendo e recorde de brasileiros ocupados não são obra do acaso nem herança de ninguém. O mercado pode continuar de cara feia, mas o trabalhador que assinou a carteira neste ano sabe muito bem o que mudou.
Por: TonyLucas/ focobr.com




