Ter CNPJ faz diferença no bolso. Dados do quarto trimestre de 2025 citados pelo Sebrae mostram que os donos de negócios formais em Pernambuco têm rendimento médio habitual de R$ 6.115, enquanto entre os informais a média é de R$ 1.646. A renda de quem formalizou é cerca de 3,7 vezes maior.
A diferença aparece num estado em que a informalidade ainda é a regra. Apenas 24,7% dos donos de negócios pernambucanos atuam formalmente. Na média do país, o índice é de 34,7%, o que deixa Pernambuco atrás do resto do Brasil nesse indicador.
Para o superintendente do Sebrae/PE, Murilo Guerra, formalizar amplia o acesso a mercados e ao crédito. Ele lembra que a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa e a criação do MEI foram marcos para tirar negócios da informalidade e dar a quem empreende um lugar mais seguro na economia.
O Sebrae/PE atribui peso à própria atuação nesse movimento. Em 2025, segundo a instituição, as 2,9 mil formalizações que apoiou teriam contribuído com cerca de R$ 351 milhões para o PIB estadual e com mais de 10 mil postos de trabalho. O estudo que embasa o número é mencionado, mas não detalhado.
As prioridades apontadas por Guerra são ampliar a formalização e simplificar o ambiente de negócios. Em outras palavras, reduzir a burocracia para que abrir, manter e regularizar uma empresa não seja um obstáculo para quem empreende, muitas vezes por necessidade.
O contexto reforça a pauta: mais de 651 mil pequenos negócios formais estão ativos no estado, 93,9% das empresas. Se a formalização avançar entre os donos que ainda atuam sem registro, a lógica defendida pelo Sebrae é que o efeito sobre renda, arrecadação e emprego seja expressivo.
Por: TonyLucas/ focobr.com


