Raquel continua sendo Raquel, vingativa e covarde

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Raquel continua sendo Raquel, vingativa e covarde

Não há dúvidas sobre esse comportamento; quem a conhece sabe bem do que falamos aqui. Pernambuco conhece, mas foi enganado em sua maioria pelos grupos interessados, de prefeitos que se valem da arrogância institucional. Passou a eleição, e o tratamento mudou. Em pleno Dia do Professor, 15 de outubro, a rede estadual de Pernambuco amanheceu sem o BDE, o Bônus de Desempenho Educacional. Quem dá aula para os filhos dos pernambucanos esperava o depósito e encontrou só a conta vazia e a data de homenagem virando uma cobrança.

O BDE não é favor da governadora. É lei, e é pago às escolas que cumpriram as metas que o próprio governo estabeleceu. Ou seja, o professor fez a parte dele, a escola entregou o resultado cobrado, e o Estado, que tinha a obrigação de pagar, deixou a data passar. Escolher o Dia do Professor para falhar é o tipo de desrespeito que não se explica por acaso.

Convém dizer o que a categoria vem dizendo há tempo: meta de desempenho dá a impressão de que o resultado do aluno depende só de quem está na sala. Não depende. O governo responde por condição de trabalho, por estrutura e por valorização da carreira, e é justamente aí que o professor se sente abandonado. Pagar o bônus era o mínimo, e nem o mínimo veio.

O que mais pesa não é o atraso em si, é a postura. Até agora, o governo do Estado e a Secretaria de Educação não explicaram nada, não deram uma nota, uma data, uma justificativa. Foi uma educadora, em um vídeo gravado dentro do carro, que fez o que o governo deveria ter feito: falar com a categoria. A governadora, que gosta de aparecer, sumiu.

Esse silêncio tem nome. Se foi castigo para quem cobra, é vingança. Se foi só descaso, é covardia de quem prefere se esconder a dar a cara para os professores. Nos dois casos, o resultado é o mesmo: a categoria apanha calada e quem manda no Estado finge que não é com ele.

Não custa lembrar de quando a campanha estava na rua e o professor era tratado como prioridade. Acabou a eleição, e a prioridade acabou junto, na leitura da própria categoria. O FocoBR segue de olho no BDE, e o espaço continua aberto para a Secretaria de Educação e o governo explicarem por que o bônus não chegou.

Por: TonyLucas/ focobr.com

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