A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) abriu investigação contra 70 postos de combustíveis espalhados pelo país após identificar reajustes considerados abusivos, em alguns casos superiores a 70%, no preço da gasolina e do diesel vendidos ao consumidor final.
Prazo de defesa
Segundo o órgão, os estabelecimentos notificados têm um prazo de 15 dias para apresentar justificativas sobre os aumentos identificados. A apuração busca entender se os reajustes têm relação com custos reais de operação ou se configuram prática abusiva contra o consumidor.
Contexto
A movimentação da Senacon ocorre em meio a um cenário de pressão inflacionária no país: o Boletim Focus mais recente do Banco Central já havia elevado a projeção de inflação para 2026, e reajustes nos combustíveis tendem a se espalhar pela cadeia de preços, afetando o transporte de mercadorias e, por consequência, o bolso do consumidor final.
O que diz a Senacon
O órgão reforça que a fiscalização de preços abusivos é uma de suas atribuições permanentes e que casos de reincidência ou de justificativas insuficientes podem resultar em processos administrativos e aplicação de multas aos postos flagrados.
Por: TonyLucas/ focobr.com




