Rússia lança mísseis ‘Zircon’ e 174 drones contra a Ucrânia; ataques matam ao menos 11

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Rússia lança mísseis ‘Zircon’ e 174 drones contra a Ucrânia; ataques matam ao menos 11

Uma nova onda de bombardeios russos contra a Ucrânia deixou pelo menos 11 mortos e dezenas de feridos nas últimas 24 horas, segundo autoridades locais. Os ataques atingiram várias regiões do país simultaneamente, num dos episódios mais intensos desde que a Rússia retomou a ofensiva aérea contra o território ucraniano.

Na região de Kharkiv, no nordeste do país, cinco pessoas morreram e 15 ficaram feridas depois que as forças russas lançaram dois mísseis, cinco bombas aéreas guiadas e quase 60 drones contra alvos espalhados pela região, incluindo as cidades de Kharkiv e Balakliia. Na região de Kherson, no sul, um novo ciclo de ataques com drones, bombardeios aéreos e artilharia matou duas pessoas e feriu outras cinco — as autoridades locais relataram danos a cinco prédios residenciais, sete casas, uma antena de telecomunicações e até um gasoduto. Em Donetsk, no leste, uma pessoa morreu na cidade de Kramatorsk e outras 13 ficaram feridas em outros pontos da região. Já na região de Sumy, no norte, um míssil guiado atingiu um prédio residencial e matou um casal, enquanto um ataque de drone matou mais uma pessoa — a administração militar da região contabilizou 50 ataques contra 21 localidades entre sexta-feira e a manhã deste sábado.

O tamanho da ofensiva chama atenção: segundo a força aérea ucraniana, a Rússia lançou durante a madrugada dois mísseis hipersônicos “Zircon” a partir da região russa de Kursk, além de 174 drones contra o território ucraniano. Até as 8h, a defesa aérea já havia abatido ou neutralizado 141 desses alvos, com ataques registrados em 15 locais diferentes — um indicativo de que, apesar da eficiência da interceptação, a escala dos ataques russos segue crescendo.

A repercussão já passou fronteira: neste mesmo sábado, o Comando Operacional das Forças Armadas da Polônia informou que ativou medidas de defesa aérea e colocou aeronaves militares em prontidão como resposta preventiva aos ataques russos com drones contra o território ucraniano, sobretudo nas regiões polacas mais próximas da fronteira. É mais um sinal de que a guerra, mais de quatro anos depois de começar, continua testando os limites da vizinhança europeia.

Por: TonyLucas/ focobr.com

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