Peixe encontrado nos Grandes Lagos pode viver mais de 400 anos, aponta estudo

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Peixe encontrado nos Grandes Lagos pode viver mais de 400 anos, aponta estudo

Um estudo publicado em abril no periódico científico Journal of Fish Biology sugere que o esturjão-do-lago (Acipenser fulvescens), espécie encontrada nos Grandes Lagos, na fronteira entre Estados Unidos e Canadá, pode viver mais de 400 anos — o equivalente a cerca de 15 gerações humanas. O número coloca o peixe entre os vertebrados mais longevos já identificados pela ciência.

Segundo a pesquisa, o exemplar mais velho encontrado pela equipe chegou a impressionantes 435 anos de idade. Isso significa que esse indivíduo já estaria nadando pelas águas doces da América do Norte muito antes da independência dos Estados Unidos, ainda no período colonial.

Apesar do número expressivo, os próprios cientistas pedem cautela. Edward Baker, pesquisador do Departamento de Recursos Naturais de Michigan e um dos autores do estudo, explicou que a idade dos maiores peixes capturados durante a pesquisa não representa necessariamente o limite máximo que a espécie pode atingir. Ou seja, podem existir esturjões ainda mais velhos habitando os lagos, que simplesmente não foram capturados pelos pesquisadores.

Caso a estimativa seja confirmada por métodos independentes, como planejam os próprios autores do estudo, o esturjão-do-lago passa a disputar o posto de peixe de água doce mais longevo já registrado, reforçando o quanto ainda há para se descobrir sobre a vida nos ecossistemas de água doce ao redor do mundo.

Fonte: Revista Galileu.

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