Moraes acusa Mendonça de usar “órgão estrangeiro” em relatório contra ele às vésperas de julgamento no STF

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Moraes acusa Mendonça de usar “órgão estrangeiro” em relatório contra ele às vésperas de julgamento no STF

O ministro Alexandre de Moraes protocolou nesta segunda-feira (14) uma petição pesada no Supremo Tribunal Federal contra o colega André Mendonça, véspera da sessão extraordinária que julga o relatório da Polícia Federal encomendado por Mendonça contra ele no âmbito do caso Banco Master. Segundo Moraes, o documento usado para embasar as acusações contra ele teria sido produzido com “auxílio de órgão externo, provavelmente órgão estrangeiro”, numa tentativa clara de interferir nas eleições brasileiras de 2026.

A ofensiva de Mendonça começou em 24 de agosto, quando abriu uma investigação contra Moraes (PET 15.556), e ganhou força quatro dias depois, com a distribuição de um novo processo por prevenção (PET 16.662). Moraes rebateu ponto a ponto: segundo a petição apresentada por ele, 90,4% das 52 notas usadas para incriminá-lo sequer aparecem em conversas de WhatsApp reais, e os metadados indicariam que o relatório foi “simplesmente inserido” no computador da Polícia Federal num intervalo de 72 horas — o que caracterizaria, na visão do ministro, uma quebra total da cadeia de custódia das provas.

Além de questionar a origem do material, Moraes acusa Mendonça de ter agido como uma espécie de “juiz investigador”, usurpando funções que caberiam exclusivamente à Polícia Federal, e de ter chegado a ameaçar afastar o diretor-geral da corporação. A petição também menciona conversas sobre benefícios extrajudiciais em meio a tratativas de colaboração premiada, o que reforça, segundo a defesa de Moraes, o caráter político da ofensiva.

A crise institucional no STF chega ao ápice nesta terça (15), com o plenário reunido em sessão extraordinária para julgar o relatório da PF. A Procuradoria-Geral da República já se manifestou na mesma linha de Moraes, pedindo a nulidade da investigação e apontando direcionamento político na condução do processo por parte de Mendonça. O desfecho do julgamento pode redefinir o equilíbrio de forças dentro da Corte a menos de um mês da eleição presidencial.

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