As Forcas Armadas dos Estados Unidos destruiram na terca-feira (9) cinco petroleiros iranianos, em resposta a novos ataques com misseis contra um navio de guerra norte-americano. O anuncio foi feito pelo Comando Central dos EUA (Centcom). Horas depois, o Ira revidou lancando misseis contra alvos dos Estados Unidos na Jordania, elevando ainda mais a tensao no Oriente Medio.
Segundo o Centcom, a acao contra os petroleiros foi uma resposta direta: nos ultimos dois dias, a Guarda Revolucionaria iraniana teria mirado por duas vezes um navio de guerra da Marinha dos EUA com misseis balisticos. A embarcacao americana conseguiu escapar dos ataques e nenhum militar dos Estados Unidos ficou ferido, de acordo com o comunicado oficial.
Cinco navios foram destruidos pelos militares norte-americanos: Kivik, Charminar, Horizon 1, Riesco e Derya. As tripulacoes haviam sido orientadas a abandonar as embarcacoes antes dos ataques, segundo o Centcom, o que evitou vitimas.
Em retaliacao, a Guarda Revolucionaria do Ira afirmou ter atingido uma base militar dos Estados Unidos na Jordania. Ja o exercito jordano informou que seus sistemas de defesa aerea interceptaram 18 misseis balisticos lancados contra o territorio do pais, enquanto outros dois cairam em areas desabitadas. Nao ha registro de vitimas na Jordania, aliada proxima de Washington e anfitria de tropas norte-americanas na regiao.
A nova troca de ataques aproxima novamente as partes de uma guerra aberta que ja dura mais de seis meses. No domingo (7), o Ira ja havia afirmado ter atingido um drone maritimo da Marinha dos EUA. Na madrugada de terca, Teera afirmou ainda ter capturado um veiculo subaquatico nao tripulado norte-americano na entrada do estreito de Ormuz, chegando a divulgar imagens do equipamento.
Na mesma terca-feira, o governo de Donald Trump anunciou novas sancoes contra empresas ligadas a industria aeronautica iraniana, atingindo mais de duas dezenas de companhias aereas comerciais e privadas, alem de prestadores estrangeiros de servicos de carga. A medida busca isolar ainda mais Teera de seus parceiros comerciais remanescentes.
O estreito de Ormuz, disputado pelos dois lados do conflito, e uma das rotas mais estrategicas do mundo: por ali passava cerca de um quinto de todo o petroleo comercializado globalmente antes do inicio da guerra.
Por: TonyLucas/ focobr.com



