O movimento em questão envolveu a definição das vagas de suplência na candidatura do deputado federal Túlio Gadêlha (PSD) ao Senado Federal na chapa da governadora Raquel Lyra. Os problemas com alguns prefeitos e com Dudù da Fonte há meses teria sido causado pela arrogânca do moço, que chegou a falar para um presidente de partido que estavam na frente e se não quisesse podia se retirar. leiam abaixo. Há quem diga que amor não se mistura com política, mas nesse caso parece que o amor é quem dita as regras no palácio do campo das princesas.
A indicação polêmica
A governadora Raquel Lyra indicou o vice-presidente estadual do PSD, André Teixeira Filho (conhecido como “Andrezinho”), para a primeira suplência de Túlio Gadêlha. André Teixeira é apontado como namorado e homem de extrema confiança da governadora.
Por que a indicação gerou desgaste e reação nos bastidores:
- Apadrinhamento e vínculo pessoal: A escolha de um nome com relação afetiva direta com a chefe do Executivo gerou críticas internas e externas sobre loteamento de vagas estratégicas de poder na chapa majoritária.
- Preterimento de aliados locais: A vaga de primeira suplência era disputada por lideranças regionais do estado que buscavam espaço para fortalecer o palanque governista e esperavam maior representatividade política.
- Adiamento do anúncio oficial: A tensão e os ruídos de bastidor forçaram o adiamento da coletiva de imprensa convocada pelo partido na sede do PSD no Recife, programada inicialmente para o dia 11 de agosto, sob justificativa oficial de desencontros na agenda dos indicados.
A segunda suplência ficou definida com a ex-deputada Dulci Amorim (PSD), buscando garantir espaço para a região do Sertão pernambucano.
Aproximação com a gestão estadual: No segundo turno das eleições de 2022, declarou apoio à candidatura de Raquel Lyra e atuou na campanha da governadora no Sertão. Posteriormente, foi nomeada consultora técnica na Casa Civil do Governo de Pernambuco.
Papel na chapa majoritária: Com histórico ligado ao PT e ao PSD, sua escolha para a segunda suplência na chapa ao Senado visa assegurar representatividade regional do Sertão pernambucano no palanque governista. O que está pegando é que Túlio se incomodou e está para até, dizem, desistir da candidatura ao senado.
André teixeira é seu namorado e secretário de Mobilidade e Infraestrutura. Também é o articulador e coordenador da campanha da governadora
Figura conhecida nos bastidores políticos de Caruaru, o agora assessor especial do Governo de Pernambuco, André Teixeira, foi alçado nos últimos meses aos holofotes e à articulação política.
Todavia, ele, que acumula a “função” de namorado da governadora Raquel Lyra (PSD), tem provocado imensas confusões na missão institucional. E nenhum dos assessores tem coragem de alertar à chefe maior sobre as lambanças.
A saída da Federação PRD/Solidariedade teve as digitais da falta de tratamento dele. Em reunião com o presidente estadual do Solidariedade, Edinázio Silva, ele sapecou: “Estamos na frente, se não quiser pode sair”. Na mesma hora o dirigente levantou da mesa e deixou o Palácio para se aliar pouco depois ao ex-prefeito João Campos.
Tal constrangimento também foi criado por Teixeira em reunião com o deputado Eduardo da Fonte (PP) alguns meses atrás. O namorado- assessor cobrou do parlamentar, na frente da governadora, as razões dele ter ido conversar com o adversário João Campos (PSB), fato que todo mundo soube.
Afrontado, Eduardo não se intimidou: “Sou deputado federal e presidente de um partido, converso com quem eu quiser ou vc pensa que eu sou seu empregado”. O constrangimento foi geral e até a própria Raquel se mostrou surpreendida.
Foi estopim para a criação do imbróglio do nome da Federação União Progressista para o Senado, que até hoje não ficou bem solucionado. Tem gente engolindo seco.
Por: Tony Lucas
