O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o ex-ministro Fernando Haddad (PT) vão trilhar caminhos diferentes na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.
Os resultados favoráveis à esquerda na capital nas últimas eleições gerais levaram os estrategistas do governador a priorizarem a cidade.
O plano é investir na relação com o prefeito Ricardo Nunes (MDB), que é tratado no entorno de Tarcísio como o “embaixador” da campanha na capital.
Os dois já têm feito diversas agendas em conjunto e esse ritmo deve se intensificar.
Nunes disse a aliados que vai retribuir o apoio e o empenho de Tarcísio na disputa pela reeleição, em 2024.
Em contrapartida, o grupo político mais próximo ao governador diz que o prefeito desponta como um candidato “natural” à sucessão de Tarcísio em 2030.
Sobre narrativas eleitorais e estratégias de marketing político, o entorno de Tarcísio disse que a ideia é evitar a nacionalização do debate, o que só favorece Haddad.
Já na pré-campanha do petista, o foco será o interior do estado, onde há uma resistência histórica ao PT.
A ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB), foi escalada para se aproximar de empresários dos setores afetados pelas tarifas impostas por Donald Trump.
O próprio Haddad tem priorizado agendas em cidades onde estão instaladas empresas atingidas pelas medidas norte-americanas, em especial os setores de etanol, máquinas agrícolas e papel.
O ex-ministro busca conectar Tarcísio a Trump para desgastar o adversário e cobra do governador uma “autocrítica”.
Em vez da capital, a cidade de Campinas foi escolhida para o lançamento da campanha com a presença de Lula, no dia 25 de julho.

