Para Caiado, a dependência de Flávio em buscar o respaldo de Jair Bolsonaro a cada turbulência levanta dúvidas concretas sobre sua capacidade de governar. Um presidente, argumentou, precisa ter “estrutura política, estabilidade emocional e capacidade de superar as crises que amanhã venham a acontecer”. A carta, no entendimento do ex-governador, expõe exatamente a ausência dessas qualidades no senador.
O contexto da carta de Jair Bolsonaro
A manifestação de Caiado veio na esteira da divulgação de uma carta pública em que Jair Bolsonaro reforçou o apoio à candidatura de Flávio e o designou como seu porta-voz. O próprio senador leu o documento em transmissão ao vivo, agradeceu o gesto e afirmou que a nomeação ajudaria a evitar divergências entre apoiadores do bolsonarismo.
O timing da carta, porém, não passou despercebido. O documento foi a público em meio a uma crise de imagem de proporções incomuns: Michelle Bolsonaro publicou um vídeo alegando ter sido maltratada e humilhada pelo enteado, expondo tensões internas no clã político que sustenta a pré-candidatura do senador. A intervenção do pai, lida por Caiado como tentativa de contenção de danos, acabou por alimentar o diagnóstico oposto ao pretendido.
