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Vergonha: Teto de Escola Estadual no Recife desaba e tem feridos. Raquel pagou R$ 185 milhões à CETUS para reformas, assista ao vídeo.

“No final da matéria, tem um vídeo que o focobr.com extraiu da Record News, assista e entenda o tamanho da mentira e o escândalo que vem a tona. Para onde foi esse dinheiro? A maquiagem do MKT do governo de Raquel Lyra é insana e não corresponde a realidade, é uma vergonha! Pessoas pobres é que vão pagar pela pela mentira que levam ao povo e formadores de opinião.” Pais e alunos fizeram protesto contra os desmandos na educação.

Protestos na escola Presidente Arthur da Costa e Silva, no bairro da Mustardinha/Foto: Rafael Vieira/DP

Protestos na escola Presidente Arthur da Costa e Silva, no bairro da Mustardinha (Foto: Rafael Vieira/DP)

Parte do teto da Escola Estadual Presidente Arthur da Costa e Silva, localizada no bairro da Mustardinha, na Zona Oeste do Recife, desabou na tarde da última terça-feira (7), deixando seis alunos e um professor feridos.

O acidente ocorreu em uma área externa da escola, onde uma turma assistia a uma aula de Geografia por causa do calor nas salas de aula. Uma estudante sofreu um corte na cabeça e precisou levar pontos. Outros alunos tiveram ferimentos nos braços, pernas e joelhos.

As estudantes que presenciaram o desabamento relataram momentos de pânico. Segundo elas, a turma estava em uma área externa porque as altas temperaturas dificultavam a permanência dos alunos dentro das salas. Uma aluna de 13 anos contou que havia saído por alguns instantes para encher a garrafa de água quando ouviu colegas gritarem que o teto estava caindo.

“Quando minha amiga olhou para trás, gritou: ‘Está caindo’. Na hora que eu virei, caiu tudo de uma vez. Desabou telha, tijolo, pedra, tudo o que tinha em cima. Foi muito rápido.” Ela disse que correu para socorrer uma colega atingida na cabeça.

“Quando fui pegar na mão dela, ela tirou a mão da testa e estava cheia de sangue. O sangue escorria pelo rosto e pela roupa. Foi uma cena horrível. Eu nunca tinha visto uma coisa dessas dentro da escola.” 

Segundo a estudante, outros colegas também ficaram feridos. “Um menino cortou a perna, outro machucou o braço, outro bateu o joelho e não conseguia andar. Outra colega também se machucou na cabeça. Foi muita correria e desespero.”

A aluna afirma que, diante da falta de materiais adequados, os primeiros socorros precisaram ser improvisados. “Pegaram algodão e colocaram na testa da menina porque não tinha gaze. O sangue não parava de escorrer, e o algodão acabou ficando grudado no ferimento. Eu fui para casa com a minha farda cheia de sangue.”

Outra estudante, de 12 anos, lembra que, segundos antes do desabamento, foi possível ouvir um estalo na estrutura. “O professor estava explicando a aula quando a gente escutou um barulho. Em seguida, o teto começou a cair em cima dos alunos. Quem conseguiu saiu correndo. Quem estava sentado teve menos tempo para reagir.”

Os estudantes afirmam que os feridos foram levados para a direção da escola. “A direção ficou cheia de sangue porque levaram os alunos para lá. Depois mandaram todo mundo ir para casa. A gente só recebeu uma nota explicando o que tinha acontecido no começo da noite.”

Além do susto, as alunas afirmam que o acidente reforçou um temor antigo em relação às condições da unidade. “A gente já via telhas quebradas, infiltrações, mofo e muita coisa precisando de manutenção. Depois do que aconteceu, ficou o medo de que isso aconteça de novo.”

Parte do teto que caiu da escola (Reprodução)

Parte do teto que caiu da escola (Reprodução)
Uma das alunas feridas durante acidente  (Reprodução)
Protestos na escola Presidente Arthur da Costa e Silva, no bairro da Mustardinha (Foto: Rafael Vieira/DP)
Protestos na escola Presidente Arthur da Costa e Silva, no bairro da Mustardinha (Foto: Rafael Vieira/DP)

Mobilização

Na manhã desta quarta-feira (8), pais e responsáveis realizaram uma mobilização em frente à escola. Com cartazes e pedidos de socorro, cobraram providências do Governo de Pernambuco e afirmaram que o acidente foi consequência de problemas estruturais antigos, denunciados há anos pela comunidade escolar.

Segundo eles, a preocupação com a estrutura da escola não começou após o desabamento. Pais e responsáveis afirmam que convivem há anos com infiltrações, goteiras, paredes com mofo, salas quentes, banheiros deteriorados e outros problemas de manutenção.

“A infraestrutura da escola sempre foi muito precária. Melhoraram um pouco a fachada, mas o restante continua do mesmo jeito. O esgoto fica próximo da cozinha, os alunos reclamam da alimentação e agora apareceu larva na comida. A sensação é de abandono”, afirmou Marcelly Pinheiro Cardozo, de 36 anos, mãe de uma estudante do 7º ano.

Marcelly contou que recebeu a notícia pela própria filha, que chegou em casa em estado de choque. “Ela chegou muito nervosa, pálida. Disse que o teto tinha caído em cima dos colegas e que uma menina havia cortado a cabeça.”

Segundo ela, o atendimento inicial também preocupou os pais.”Minha filha contou que improvisaram o primeiro atendimento porque não havia material adequado. Toda escola deveria ter um kit de primeiros socorros. São situações que deixam qualquer pai ou mãe desesperados.”

O que diz a Secretaria de Educação do Estado

Secretaria de Educação do Estado (SEE) informou através de nota que, após o ocorrido, a equipe gestora da Escola de Referência em Ensino Fundamental (Eref) Presidente Arthur da Costa e Silva prestou atendimento imediato aos envolvidos. Um professor e os estudantes foram encaminhados para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) dos Torrões, onde foram atendidos e liberados.

A nota ainda informu que a área onde aconteceu o incidente teve o isolamento e a sinalização reforçados para que as obras sejam retomadas com segurança para a comunidade escolar.

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