Santé publique France, agência nacional de saúde pública, registou um aumento de 29,1% no número de mortes, o que corresponde a mais 2 025 óbitos face à semana anterior, ao mesmo tempo que alertou que o valor é “provavelmente subestimado”.
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A mortalidade aumentou de forma particularmente acentuada na região de Paris, onde os óbitos cresceram 62% na semana de 22 de junho. Uma subida semelhante foi registada na região de Pays de la Loire, no oeste de França.
Os números surgem numa altura em que políticos da oposição criticam a resposta do governo ao calor extremo. Na quinta-feira, o partido Os Verdes apresentou uma moção de censura contra o governo do primeiro-ministro Sébastien Lecornu, alegando que este não preparou o país de forma adequada para a subida das temperaturas.
Em França, a onda de calor de junho durou cerca de 11 dias, com temperaturas acima dos 40 ºC em muitas zonas. Embora responsáveis a descrevam como mais intensa do que a onda de calor mortal de 2003, afirmam que o impacto global na saúde deverá ser menos grave.
Nicolas Revel, diretor-geral da rede de hospitais públicos de Paris, disse esperar que o balanço final de mortes da onda de calor de junho seja inferior ao de 2003, responsável por cerca de 15 000 óbitos, mas “provavelmente” superior ao do episódio de calor do ano passado, que provocou cerca de 5 700 mortes.
