Até agora, os gigantes do comércio eletrónico podiam enviar milhões de encomendas individuais, ultrabaratas e isentas de impostos diretamente das fábricas chinesas para os consumidores europeus, contornando por completo os direitos aduaneiros. Para pôr fim a esta vantagem estrutural e proteger o comércio local europeu, a UE acabou com essa isenção e introduziu um direito aduaneiro fixo de 3 euros, aplicado a cada categoria de produto dentro de uma encomenda, em vez de ser cobrado apenas uma vez por encomenda.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Se um cliente comprar numa só encomenda uma camisola, uns óculos de sol e uma mala, passará a pagar 9 euros de taxa aduaneira por um conjunto de baixo custo que antes entrava no continente totalmente livre de encargos.
A UE tomou esta decisão porque grandes plataformas extracomunitárias estavam a aproveitar a isenção para inundar a Europa com milhares de milhões de envios sem impostos. Esta brecha gerava uma concorrência profundamente desleal para os comerciantes europeus, obrigados por lei a pagar impostos internos e a cumprir normas de segurança rigorosas.
Além disso, estas importações ultrabaratas representam riscos graves para a saúde e o ambiente, devido à poluição por microplásticos da moda rápida não biodegradável, à pegada de carbono significativa gerada por envios aéreos individuais e aos testes regulamentares frequentes que detetam níveis tóxicos de metais pesados e de produtos químicos em bens de consumo.
Quer saber melhor como é que o novo imposto o vai afetar enquanto trabalhador ou empresário? Pergunte ao chatbot de IA da Euronews!
