A guerra dentro da família Bolsonaro acaba de entrar em uma nova fase. Depois do vídeo em que Michelle Bolsonaro expôs publicamente Flávio Bolsonaro e revelou o que considera ter sido uma traição durante a disputa interna pela candidatura presidencial, veio a resposta. E ela foi tão dura quanto o ataque inicial.
Em vez de enfrentar diretamente as acusações feitas pela madrasta, Flávio deixou que terceiros fizessem o trabalho sujo. Uma tática que lembra a lógica miliciana de agir por intermédio de operadores.
Quem puxou a ofensiva foi Alcides Fernandes, candidato ao Senado na chapa de Ciro Gomes no Ceará. Em um vídeo de cerca de nove minutos, ele chama Michelle de mentirosa e afirma que ela teria condicionado seu apoio político à escolha de uma candidata ao Senado indicada por ela no Ceará.
A ofensiva não parou aí.
Daniella Marques, economista que integra a coordenação econômica da campanha de Flávio Bolsonaro, também entrou no embate. Em publicação nas redes sociais, criticou a postura de Michelle e afirmou que mulheres fortes não recorrem à vitimização, numa mensagem interpretada como um ataque direto à ex-primeira-dama.
O desenho da operação chama atenção. Um homem faz o ataque político mais duro. Uma mulher reforça a crítica por outra frente. Enquanto isso, Flávio permanece distante do confronto direto, preservando-se para continuar ocupando o papel de candidato.
É uma estratégia bastante conhecida no bolsonarismo: terceirizar o desgaste e testar narrativas sem que o principal interessado precise assumir o custo político imediato.
O problema é que essa escolha também produz um efeito inevitável. Escancara que a disputa dentro da família Bolsonaro atingiu um nível em que ninguém mais parece preocupado em esconder as fissuras.
A guerra pelo comando do espólio político de Jair Bolsonaro deixou definitivamente os bastidores. Agora acontece diante das câmeras, nas redes sociais e por meio de porta-vozes escolhidos para atacar em nome de quem prefere manter as mãos aparentemente limpas.
É vegonhoso a postura de uma pessoa que se mostra como outra visão e alternativa para o páis, É inconcebível ater quem acredite nesse jogo e teatro dos horrores, se esse moço chegar a presidência em 2 anos o Brasil estárá entregue as facções criminosas, que já dominam muitas áreas do país, graças a presidência do pai. As facções estão na Faria Lima, a dos presídios cuidam de outra situação, o trabalho sujo e a cortina de fumaça.
