Lula só deve começar a definir o ministério do quarto mandato depois de 16 de novembro, quando volta da viagem à Turquia, onde participa da COP31, em Antália, e às Filipinas, para a cúpula da Asean, em Cebu. Mas alguns nomes já circulam no Planalto, e um deles é de Pernambuco: João Campos, ex-prefeito do Recife e presidente nacional do PSB.
Aliados de Lula tratam João Campos como nome certo no novo governo. Ele deve ser indicado já na primeira conversa formal entre o presidente e o PSB, principal aliado do PT, sobre a montagem da equipe. A pasta ainda não está definida, mas o partido pode reivindicar a Ciência e Tecnologia, hoje com Luciana Santos (PCdoB) e comandada por Eduardo Campos, pai de João, entre 2004 e 2005.
A escolha que mais gera expectativa é a da Fazenda. Rafael Fonteles, governador reeleito do Piauí com 70,9% dos votos e coordenador da campanha de Lula no segundo turno, é um dos mais cotados. Nesta segunda-feira (2), ao anunciar que mantém o secretário da Fazenda do estado, ele escreveu nas redes: “Viva o Equilíbrio Fiscal!!!”. Fonteles diz que ainda não tratou do assunto com o presidente. O vice-presidente Geraldo Alckmin também aparece como opção.
Camilo Santana, senador pelo Ceará e ex-ministro da Educação, é lembrado para a Casa Civil e também para o novo Ministério da Segurança Pública, promessa de campanha que depende da aprovação da PEC da Segurança no Senado. Para a mesma pasta, circula o nome do promotor Lincoln Gakiya, conhecido pelo combate ao PCC. Fernando Haddad passou a ser considerado para as Relações Exteriores.
Haverá mudanças também na área militar. José Múcio está decidido a deixar a Defesa, e os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica sinalizaram que querem sair a partir de janeiro de 2027. Já ministros bem avaliados, como Esther Dweck, da Gestão, Leonardo Barchini, da Educação, e Fernanda Machiaveli, do Desenvolvimento Agrário, podem continuar.
O desenho do novo governo vai mostrar o peso de Pernambuco no Planalto. Com João Campos no ministério, o estado ganha voz direta no núcleo do governo Lula pelos próximos quatro anos.
Por: TonyLucas/ focobr.com




