O deputado estadual eleito Emerson Freitas (MDB) teve a prisão preventiva decretada pela Justiça de Pernambuco nesta quinta-feira (29). A decisão saiu na 15ª Vara Criminal da Capital, no Tribunal de Justiça, e aponta crime de extorsão. Eleito com 49.254 votos, ele deveria tomar posse na Assembleia Legislativa em 1º de fevereiro de 2027.
Não é a primeira vez que o nome dele aparece na página policial. Neste ano, Emerson Freitas já havia virado réu sob a acusação de se passar por policial militar para enganar uma mulher que era vítima de violência doméstica. Ele se apresentava como “sargento Emerson” e dizia ter ligação com a Casa Civil, segundo a investigação que corre na Justiça.
Numa busca no endereço dele, a polícia apreendeu munição de uso restrito, um distintivo policial, uma touca da Polícia Militar e outros itens. Os registros da candidatura ainda trazem um processo sob sigilo por falsidade ideológica, uso de documento falso, estelionato e crimes previstos na lei que controla armas no país. Mesmo assim, ele disputou e foi eleito.
A mesma decisão judicial determinou a prisão preventiva de Rizelly da Silva Santos, ex-secretária parlamentar no gabinete do deputado Alberto Feitosa (PL). Ela foi afastada daquela função em 2021, e a demissão definitiva da Assembleia foi formalizada em 2023. Até a publicação desta matéria, a polícia não havia confirmado o cumprimento dos dois mandados.
A defesa reagiu nesta sexta-feira (30). O advogado Weryd Simões afirmou que a investigação apresenta “graves irregularidades e evidentes nulidades”, classificou os fatos relatados como narrativas infundadas e disse que o deputado eleito se apresentou por vontade própria ao GOE-PE em 15 de outubro, sem ter sido intimado. O MDB afirmou que soube do caso pela imprensa e falou em presunção de inocência.
Na leitura do FocoBR, o caso devia envergonhar quem assinou a ficha de filiação. Um candidato com processo sob sigilo por falsidade e estelionato, acusado de se passar por policial para extorquir uma mulher que já era vítima de violência, foi apresentado ao eleitor como representante do povo. O partido agora diz respeitar o devido processo legal, mas a pergunta é outra: por que lançou esse nome?
Por: TonyLucas/ focobr.com




