Embaixada dos EUA reconhece vitória de Lula e contraria Trump

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Embaixada dos EUA reconhece vitória de Lula e contraria Trump

Enquanto Donald Trump torce o nariz para o resultado das urnas brasileiras, a própria embaixada americana em Brasília já tratou o assunto como encerrado. Num relatório enviado em 26 de outubro a órgãos do governo dos Estados Unidos, entre eles o Departamento de Estado, a representação classificou a vitória de Lula como definitiva e descreveu um segundo turno majoritariamente pacífico, com problemas apenas pontuais.

O documento derruba, ponto a ponto, a tese que a extrema direita tenta vender desde domingo. A embaixada registra que a ampliação do horário de votação não teve influência significativa no resultado: foram 34 mil votos depois das 17h, cerca de 0,03% do total, diante de uma diferença de 4,4 milhões de votos entre Lula e o derrotado. Também anota que os observadores da OEA não tiveram dúvidas sobre a apuração.

A avaliação técnica contrasta com o discurso do presidente americano. Na quinta-feira (29), Trump disse que pretende conversar com Lula, mas voltou a chamar a eleição brasileira de vergonha e constrangimento. Até agora, o governo dos Estados Unidos não enviou felicitações formais ao presidente reeleito, numa descortesia diplomática que destoa do resto do mundo.

E o resto do mundo falou alto. O Tribunal Superior Eleitoral contabilizou manifestações de 107 países e de 11 organismos multilaterais, entre eles a OEA, a União Europeia, a ONU e a União Africana. China, Alemanha, França, Espanha, Canadá, Rússia, Austrália, Portugal e Reino Unido estão na lista de quem reconheceu a reeleição sem pedir licença a Washington.

No Brasil, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, já havia afirmado que a extensão do horário não influenciou o resultado. A medida foi autorizada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo, depois de problemas de transporte que atrapalharam eleitores no Nordeste e no Sul, e foi pedida também pela campanha do candidato derrotado, detalhe que a turma da fraude prefere esquecer.

Na leitura do FocoBR, é a diplomacia americana desmentindo o próprio presidente. Enquanto Trump repete o discurso do bolsonarismo e hospeda um candidato derrotado em Miami, seus diplomatas em Brasília escrevem que a eleição foi limpa e o resultado é definitivo. O Brasil não precisa do aval de ninguém, mas é bom que fique registrado: quem acompanhou de perto não viu fraude, viu democracia.

Por: TonyLucas/ focobr.com

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