Coordenadora de Flávio admite mexer na aposentadoria e no salário mínimo

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Coordenadora de Flávio admite mexer na aposentadoria e no salário mínimo

Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro e ex-presidente da Caixa, admitiu discutir ajustes na Previdência e no salário mínimo num eventual governo dele. A fala foi dada em entrevista ao podcast Market Makers, concedida em conjunto com Flávio e divulgada nesta semana, a poucos dias do segundo turno contra Lula.

Segundo ela, a equipe trabalha com 300 alternativas de corte de despesas, e a campanha entregaria um “cardápio” de medidas durante a transição de governo. Daniella afirmou que um governo não teria moral para debater ajuste na Previdência sem antes cortar gastos de forma efetiva.

A coordenadora citou Paulo Guedes, Roberto Campos Neto, Mansueto Almeida e um grupo de cerca de 30 economistas que debatem contenção de gastos. Defendeu aproveitar o capital político de um novo governo e a renovação de dois terços do Senado para aprovar mudanças, e disse que só vai ter eleição daqui a oito anos para botar o Brasil no lugar.

Daniella não detalhou quais são as 300 opções, quanto cada uma economizaria nem se mudanças na Previdência ou no salário mínimo estão entre elas. Hoje, o salário mínimo segue a política do governo Lula, que combina a correção pela inflação com ganho real ligado ao crescimento da economia.

O tema tem precedente. Em 2022, a equipe de Paulo Guedes estudou desvincular os reajustes do salário mínimo e das aposentadorias da inflação passada, usando a inflação projetada com a meta como piso, o que poderia gerar reajustes abaixo da alta real dos preços. Guedes confirmou depois que a desindexação estava em discussão, dentro da proposta chamada de 3D.

A frase dos oito anos voltou a circular nas redes sociais. Flávio disse em maio que considera quatro anos um mandato curto e, em outubro, afirmou que a PEC do fim da reeleição poderia ampliar o mandato para cinco anos. Juristas questionam a ampliação para quem já foi eleito, por possível violação do voto periódico.

Por: TonyLucas/ focobr.com

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