O sargento James Mota da Silva, secretário municipal de Segurança Pública de Barra do Corda (MA), foi afastado do cargo nesta quinta-feira (22) depois que áudios dele pedindo a prisão de eleitores do PT vieram a público. As mensagens foram enviadas a um grupo de policiais militares às vésperas do segundo turno, no domingo (25).
Nos áudios, o sargento diz que “quem é PT é inimigo da polícia” e da sociedade. Em outra mensagem, afirma que vão “botar para prender” e fala em prender quem tiver que prender. O sargento é policial militar cedido à prefeitura e não havia sido localizado até a publicação da reportagem.
O vice-governador Felipe Camarão (PT) informou que a Federação PT, PCdoB e PV apresentou notícia-crime ao Ministério Público Eleitoral contra James Mota. O partido quer que as declarações sejam apuradas e que o caso não interfira na votação de domingo.
O governador Carlos Brandão (MDB) determinou o afastamento do secretário e a abertura de investigação. Em publicação no X, afirmou que qualquer tentativa de intimidar eleitores é inaceitável e que a posição vale de qualquer lado. Segundo ele, a fiscalização nos locais de votação cabe às forças de segurança e à Justiça Eleitoral.
O prefeito de Barra do Corda, Rigo Teles, também determinou o afastamento do secretário até o fim do pleito e declarou reprovar a conduta. O caso ganhou repercussão nacional em plena reta final da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, que será decidida em todo o país no domingo.
A votação do segundo turno reúne 158,7 milhões de eleitores aptos em todo o país. Prefeituras e governos estaduais são obrigados a garantir transporte gratuito durante todo o dia, e denúncias de irregularidades podem ser feitas ao Ministério Público Eleitoral pelo aplicativo Pardal.
Por: TonyLucas/ focobr.com




