A sabatina de Flávio Bolsonaro (PL) na TV Globo, na noite de sexta-feira (16), teve repercussão negativa antes mesmo de terminar. Enquanto o candidato respondia às perguntas da jornalista Renata Lo Prete, moradores de várias capitais foram às janelas e varandas bater panelas contra o senador, a nove dias do segundo turno.
Os panelaços foram registrados em Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Manaus, Brasília e Porto Alegre, segundo relatos publicados pela imprensa. O protesto foi convocado nas redes sociais e teve o deputado André Janones (Rede-MG), aliado de Lula, entre os principais articuladores. Ele comparou o ato aos panelaços contra Dilma Rousseff.
No conteúdo, a escala 6×1 rendeu críticas. Flávio criticou o fim da escala, mas afirmou ter votado a favor depois de ouvir os trabalhadores: “Votei conforme o que ouvi nas ruas”. Ele ainda associou a jornada de trabalho a assaltos no transporte e ao endividamento, raciocínio que a Revista Fórum classificou como confuso.
Sobre a relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e os R$ 61 milhões destinados ao filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, a Fórum registrou que o senador não esclareceu os pontos. As declarações sobre o ministro Alexandre de Moraes foram lidas pela publicação como ameaças.
Flávio citou o presidente Lula mais de 20 vezes durante a entrevista. Para os críticos, a sabatina deixou mais perguntas do que respostas, e o barulho das panelas por todo o país foi o resumo da noite.
O episódio ainda foi cercado pela polêmica do almoço reservado de Flávio com integrantes da cúpula da Globo, horas antes da sabatina. A campanha de Lula questionou o encontro, e a emissora afirmou que a visita foi institucional e que encontros de cortesia fazem parte da rotina de seus executivos.
Por: TonyLucas/ focobr.com




