Milhares de pessoas tomaram as duas faixas da orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, na tarde desta segunda-feira (12), feriado de Nossa Senhora Aparecida. O ato defendeu a democracia e a reeleição do presidente Lula (PT) e mostrou que a militância segue nas ruas a menos de duas semanas do segundo turno, marcado para 25 de outubro, com a educação e os direitos sociais entre as principais bandeiras.
Aos 87 anos, a professora aposentada Clara Davidorch foi à praia acompanhada de duas amigas, de 85 e 82 anos. Ela conta que sai às ruas por Lula desde 16 de agosto e se diz muito otimista. Na avaliação dela, o engajamento dos jovens, visível nas manifestações estudantis pelo país, ajuda a aquecer a campanha, e o apelo é simples: quem ainda não decidiu precisa ir votar.
Vinda de Campo Grande, na zona oeste, a estudante de pós-graduação da UFRRJ Suelen Geovana, de 25 anos, resumiu o clima do ato. Cotista, ela afirma que só cursou uma universidade pública graças ao governo Lula e acredita na virada. Para ela, o que está em jogo no segundo turno é a democracia e o acesso à educação, à saúde e à igualdade.
A advogada Carolina Estrela, de 43 anos, levou os filhos Larissa, de 11, e Davi, de 8, para viver o ato de perto. Segundo ela, as crianças precisam entender a dinâmica da sociedade em um momento que envolve direitos humanos e a dignidade das pessoas. Carolina disse ainda que quer que os filhos conheçam os dois lados e tenham o direito de discordar dela.
A mobilização não ficou restrita a Copacabana. No mesmo dia, o Rio teve atos na Praça da Cantareira, em Niterói, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, nos Arcos da Lapa, no centro, e na Praça dos Estudantes, em Nilópolis. O roteiro de manifestações espalhadas pela região metropolitana reforça a estratégia de ocupar as ruas e levar a campanha a cada bairro.
A pressa tem explicação nos números. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) teve 47,03% dos votos e Lula, 45,16%, diferença que a campanha petista quer virar até o dia 25. Por isso, a ordem entre os apoiadores é transformar a festa da orla em voto nas urnas e levar também os indecisos e quem se absteve para o lado de Lula.
Por: TonyLucas/ focobr.com




