Furacão Polo atinge o México com ventos de mais de 170 km/h e deixa rastro de inundações

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Furacão Polo atinge o México com ventos de mais de 170 km/h e deixa rastro de inundações

O furacão Polo tocou o solo mexicano na madrugada desta terça-feira (29), no litoral do estado da Baixa Califórnia do Sul, trazendo ventos que os meteorologistas classificaram como “perigosos à vida” e provocando enchentes repentinas em cidades da região.

Segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, com sede em Miami, o ciclone chegou à costa como categoria 2, atingindo uma área ao sul da localidade de Las Barrancas, cerca de 130 quilômetros ao norte de Cabo San Lucas, point turístico bastante conhecido da região.

Um dia antes, na segunda-feira (28), o Polo ainda era classificado como categoria 3, com ventos máximos sustentados de 185 km/h. Antes de perder força, chegou a oscilar entre as categorias 4 e 5 em diferentes momentos, um comportamento que os especialistas descreveram como errático. As previsões indicavam entre 15 e 30 centímetros de chuva para partes da Baixa Califórnia do Sul, uma das regiões mexicanas mais expostas a ciclones tropicais.

A elevação do nível do mar chegou a romper trechos de uma barreira de areia que funcionava como contenção natural contra as ondas. Com isso, as autoridades locais passaram a prever alagamentos na cidade de Puerto San Carlos, que tem quase 6 mil habitantes e vive principalmente do turismo. Uma equipe da agência de notícias AFP acompanhou de perto os impactos da tempestade na localidade.

O fenômeno é o primeiro da temporada a atingir uma área historicamente habituada a ciclones tropicais — que, segundo previsões climáticas, tendem a ser mais intensos neste ano por causa do fenômeno El Niño. Não à toa, buscas pelo termo “furacão” ganharam relevância no Google Trends desde a semana passada.

Diante do risco, parte da população buscou abrigo em uma escola transformada em ponto de acolhimento, enquanto outros moradores preferiram deixar a cidade. Mas também houve quem decidisse permanecer em casa, mesmo com o alerta de perigo. É o caso de Salvador Palma, que disse a uma equipe da Marinha mexicana que foi até sua casa pedir que ele se deslocasse para um abrigo: “Sempre fiquei aqui durante os furacões e nunca aconteceu nada comigo. Confio em Deus.”

Outras famílias também optaram por continuar em suas casas, em uma colônia de pescadores da região — e, segundo as autoridades, a Marinha do México não tem poder para forçar a saída dos moradores que preferem correr o risco de ficar.

Com o Polo perdendo força ao longo do dia, a expectativa dos meteorologistas é de que os efeitos do fenômeno se dissipem nos próximos dias, ainda que resquícios da tempestade possam levar chuva forte a partes do sudoeste dos Estados Unidos no fim de semana.

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