Delação de Vorcaro fica ‘em banho-maria’ em meio a crise institucional no STF

0
0
Delação de Vorcaro fica ‘em banho-maria’ em meio a crise institucional no STF

A possível colaboração premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, preso no âmbito das investigações sobre o Banco Master, segue paralisada em meio a uma crise institucional sem precedentes recentes dentro do Supremo Tribunal Federal. A defesa do banqueiro já apresentou duas propostas de acordo, ambas rejeitadas, e um novo depoimento está marcado para o dia 30 de setembro — a primeira vez que o pai de Vorcaro será ouvido pelas autoridades.

Por que a delação está travada

O principal motivo da paralisação foi a decisão do presidente do STF, ministro Edson Fachin, de avocar o inquérito do caso Master para si, determinando que ficasse suspenso “até segunda ordem”. Isso impede que o relator original, ministro André Mendonça, homologue qualquer acordo de colaboração premiada com Vorcaro.

Mensagens expõem proximidade com autoridades

A situação se complicou ainda mais depois que vieram à tona mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também apareceu em fotos ao lado do banqueiro, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, foi citado pelo próprio Vorcaro como um obstáculo a acordos anteriores — episódios que afastam possíveis interlocutores de uma negociação.

Racha institucional

A crise ganhou corpo depois que Mendonça determinou a quebra de sigilo de relatórios da Polícia Federal que expunham a relação entre Vorcaro e Moraes, e chegou a afastar Andrei Rodrigues do comando da PF — decisão revertida horas depois por Fachin, escancarando o conflito interno na cúpula do Judiciário. Em meio a esse cenário, a defesa de Vorcaro pediu, em 18 de setembro, a revogação da prisão preventiva do banqueiro, alegando que os motivos que a justificaram já estariam “neutralizados”.

Por: TonyLucas/ focobr.com

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui