
Uma nova pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta terça-feira (8) confirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na liderança do primeiro turno da corrida presidencial de 2026, ainda que com margem mais estreita sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O levantamento, feito por telefone entre os dias 4 e 7 de setembro, também trouxe uma novidade na simulação de segundo turno: pela primeira vez desde o início da série histórica do instituto, em março, o adversário aparece à frente do presidente, dentro da margem de erro.
Lula segue na ponta e é o nome mais lembrado espontaneamente
No cenário com todos os candidatos, Lula repetiu os 39% obtidos no levantamento anterior, de 31 de agosto, enquanto Flávio Bolsonaro subiu dois pontos e chegou a 35%. Augusto Cury (Avante), que vinha em ascensão, perdeu força e recuou para 9%. Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) aparecem empatados com 4% cada, seguidos por Romeu Zema (Novo), Samara (UP) e Rui Costa Pimenta (PCO), todos com 1%. Também é o presidente quem lidera quando a pergunta é feita sem apresentar lista de nomes aos entrevistados: 39% dos eleitores citam Lula espontaneamente, contra 31% que mencionam Flávio Bolsonaro.
Segundo turno tem virada dentro da margem de erro
A principal mudança do levantamento aparece no cenário de segundo turno. Lula foi de 46% para 45%, enquanto Flávio Bolsonaro passou de 45% para 46%, superando o presidente pela primeira vez na série histórica iniciada em março, quando os dois apareciam empatados. O instituto destaca que a oscilação está dentro da margem de erro de dois pontos, o que mantém a disputa tecnicamente equilibrada. Em outras simulações, porém, a vantagem do presidente permanece confortável: Lula venceria Augusto Cury por dois pontos, Caiado por 46% a 43%, Zema por 47% a 40% e Renan Santos por 47% a 39%. Num cenário alternativo, com Pablo Marçal somando 3%, Lula mantém os 39% e Flávio Bolsonaro aparece com 34%.
A pesquisa BTG/Nexus chega em meio a forte turbulência política, com a crise entre o Supremo Tribunal Federal e a cúpula da Polícia Federal ainda repercutindo e o caso Banco Master seguindo no centro do debate eleitoral. Mesmo com a oscilação pontual no segundo turno, Lula mantém a liderança na maior parte dos cenários simulados e segue como o nome mais forte da corrida a menos de um mês da votação, com uma campanha que aposta na força da gestão e no desempenho econômico do governo para consolidar a vantagem até outubro.
Por: TonyLucas/ focobr.com



